domingo, 9 de maio de 2010

Estudo dirigido

Estudo dirigido 1
1. Como se tentava explicar os fenômenos sociais na Antiguidade, na Idade Média e princípio da Idade Moderna?

2. Quais as características dos estudos sistemáticos sobre a sociedade , nos filósofos gregos, na Idade média, com o Renascimento e princípio do séc. XVIII?

3. Quando nasce a Sociologia? Para que serve a Sociologia.

4. Sobre Durkheim:
a) Como ele define o fato social?
b) Como ele explica o caráter exterior e coercitivo do fato social?
c) Porque, segundo ele o fato social deveria ser tratado como coisa?

5. Sobre Max Weber:
a) Como Weber define ação social?
b) Como ele analisa as regras e normas sociais com relação ao indivíduo? (exterioridade).
c) Como ele analisa a questão da neutralidade científica?

6. Sobre Karl Marx:
a) Como ele define relações sociais de produção?
b) Como ele define classe social?
c) Segundo ele qual deve ser o papel do pesquisador e da ciência para a sociedade?

7. Sobre o positivismo:
a) Qual a sua relação com a Sociologia?
b) Explique os seguintes princípios:
I. Teoria dos três Estados.
II.Organicismo.
III. Cientificismo.
IV. Darwinismo social.
V. Ordem e progresso.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Conceito de Movimentos Culturais

2.1 O Conceito de Movimentos Culturais
Entendemos por movimentos culturais aqueles processos iniciados e promovidos pelos diversos sujeitos sociais que compartilham valores que os une em uma identidade comum. Diante da diversidade acima resumida, parece claro que os valores que orientam os interesses das diferentes classes e grupos da sociedade não são nem poderiam ser os mesmos. Decorre daí que a dinâmica cultural apareça dividida em movimentos ligados aos interesses dos diversos sujeitos, seja a partir das suas posições de classe, de suas religiões, etnias, seja a partir de outros valores que os identificam. Por exemplo, os interesses culturais das classes proprietários quase sempre coincidem com suas posições de classe. Mas nem sempre, por várias razoes, que veremos adiante.

2.2 A Dinâmica dos Movimentos Culturais: movimentos “instituídos” e movimentos “instituintes”
São tantos os processos da dinâmica cultural em uma sociedade complexa que tendemos a não distingui-los em seu caráter particular. Por exemplo, as iniciativas culturais do Estado, sejam as mais óbvias como o sistema escolar público, sejam as políticas setoriais de cultura (cinema, teatro, música, folclore, dança, etc.), parecem ter a mesma natureza e processamento que as da iniciativa privada nos mesmos setores. Entretanto, sabemos que as identidades e os interesses envolvidos nas esferas pública e privada combinam-se de forma muito mais complexa do que indicam as aparências. Tanto isto é verdade que hoje em dia os movimentos culturais tendem a se dividir em suas tendências. A primeira envolve os movimentos “instituídos”, ou seja, as instituições e movimentos do Estado e as demais instituições culturais dominantes, como as religiões e as empresas da indústria cultural. A segunda tendência envolve os movimentos “instituintes”, ou seja, os movimentos da sociedade civil cuja iniciativa nasce fora dos interesses do Estado e das instituições e empresas dominantes. Daí, o aparecimento de movimentos em defesa da cidadania, das etnias minoritárias, do meio ambiente, das mulheres, das manifestações culturais dominadas. São as iniciativas das organizações não-governamentais e aquelas que procuram distanciar-se dos interesses mercantis da indústria cultural

Assim, os movimentos culturais se organizam e se processam em maior ou menor grau conforme a identidade e os interesses do sujeitos sociais. Há movimentos com elevado grau de organização, institucionalização e abrangência, confundindo-se com as próprias instituições dominantes da sociedade, como é o caso dos movimentos processados no âmbito dos órgãos do Estado, ou então as produções da indústria cultural. De outro lado, existem inúmeros movimentos culturais cuja iniciativa vem dos mais diversos grupos singulares, centrados em um aspecto da realidade social que os interessa de perto.

Depois dessas definições e exemplificações, compreendemos porque dividimos a cultura em grandes conjuntos, tais como cultura erudita, cultura popular, cultura artística, cultura religiosa, cultura de consumo ou cultura de massas. Com tais denominações buscam-se as referências que orientam os sujeitos na sua inserção na sociedade. Percebemos, também, como é absurdo dizer que alguém não tem cultura. Nas sociedades complexas compartilhamos de elementos culturais de todos esses conjuntos, em maior ou menor grau, escolhendo os que orientam nossa identidade e nossos interesses. É por isso que, em muitas situações, vemos sujeitos sociais das classes sociais dominadas compartilhando valores das classes dominantes e vice-versa. A cultura tem uma dimensão multifacetada, na qual os valores e interesses são, muitas vezes, implícitos e, por isso, não parecem imediatamente lógicos. Por exemplo, uma pessoa de classe dominante, formada no universo da cultura escolar e ilustrada, pode compartilhar de um ritual religioso da cultura popular orientada por valores que não são os mesmos cultivados pelos próprios agentes da cultura popular. Neste caso, a pessoa pode ver o ritual apenas como “folclore”, pode orientar-se por um sentimento “populista”, pode ter interesses políticos ou econômicos no ritual. Em um outro exemplo, também bastante comum e notável, observamos que as pessoas de classe trabalhadora consomem produtos culturais muitas vezes antagônicos a seus valores e interesses. É o caso de certos programas de televisão e de outros produtos da indústria cultual que, a pretexto de agradar as “massas” e serem “populares”, acabam rebaixando as manifestações da cultura popular ao nível da estupidez. Neste caso, notamos a ambivalência da indústria cultural e da própria cultura popular. Enfim, a maneira como os diferentes sujeitos se inserem nos diversos conjuntos culturais apresenta múltiplas faces combinadas, ora de maneira solidária, ora de maneira tensa e conflituosa.
Neste ponto, já podemos falar do processo central da dinâmica cultural nas sociedades complexas, que é a luta simbólica, processo que envolve todos os sujeitos sociais, mesmo aqueles que parecem “excluídos” da sociedade; envolve, portanto, a totalidade social. Neste processo, alguns temas são mais freqüentes do que outros e referem-se às relações sociais e culturais observadas naqueles diversos conjuntos mencionados.

movimentos culturais

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se firmaram como a maior potência do mundo capitalista. Entretanto, a situação de crise econômica enfrentada pelos países europeus, poderia se tornar uma ameaça à prosperidade norte-americana, já que um grande mercado consumidor fora arrasado pela guerra. Nesse contexto, a Doutrina Truman surgiu como uma solução viável, promovendo tanto a recuperação econômica dos aliados europeus quanto, no âmbito interno, a estimulação da capacidade aquisitiva da população norte-americana. No cenário da Guerra Fria, o consumismo norte-americano era considerado a melhor forma de afastar o perigo comunista .A partir da década de 50, a emergente sociedade de consumo passou a abarcar um novo mercado com o surgimento a cultura jovem. A cultura da juventude, apesar de tender à insatisfação e revolta com os valores mais arcaicos da sociedade ainda era um tanto ingênua no seu surgimento. Era ligada ao fenômeno do rock n roll que, apesar de chocante para os padrões morais da época, não era politicamente engajado, falando sobre carros e relacionamentos amorosos. Ainda assim, as mudanças introduzidas pela cultura jovem, passaram a ser assimiladas pela indústria cultural e, consequentemente divulgadas através dos meios de comunicação podendo atingir os diversos países do globo, inclusive o Brasil. A cultura jovem brasileira dos anos 50 sofreu uma influencia direta dos Estados Unidos, pois nessa época o Brasil havia entrado na onda da industrialização permitindo, com a política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, que a cultura estrangeira se incorporasse à cultura nacional, propiciando o surgimento de novos movimentos como a bossa nova. O rock n roll também chegou ao Brasil através do cinema e seus sucessos foram regravados por cantores e cantoras brasileiras. Foi somente a partir dos anos 60 que a juventude se mostrou mais engajada e politizada. A guerra do Vietnã e os movimentos negros motivaram os jovens a lutar pela transformação da sociedade. Esse quadro político e social propiciou o aparecimento da canção de protesto, mas, ao mesmo tempo houve a ascensão do rock britânico através de bandas como os Beatles e os Rolling Stones. Na segunda metade dos anos 60, houve uma radicalização dos movimentos jovens, foi um período marcado pela contracultura, fenômeno no qual o jovem passava a se conduzir de forma contrária os valores estabelecidos pela sociedade. Os movimentos de contracultura, como por exemplo o hippie, nasceram do desejo de uma felicidade individual, simples, distante da sociedade de consumo e do moralismo. Daí veio o culto à paz, harmonia, o amor livre o misticismo e o uso de drogas como o LSD. A contestação dos movimentos de contracultura culminou com a radicalização dos movimentos estudantis a partir do maio de 68 na França, que não estava vinculado a nenhuma ideologia específica, mas apregoava o direito de cada um de pensar e se expressar livremente. No final da década de 60, os movimentos de contracultura se fragmentaram, sendo que alguns desses fragmentos foram assimilados pela indústria cultural. No Brasil, a década de 60 foi marcada por uma profunda agitação política e diversas correntes culturais. Havia a cultura engajada dos Centros Populares de Cultura que continha uma intensa militância política na qual uma parte do movimento da bossa nova evoluiu para as canções de protesto com o objetivo de conscientizar as classes populares. Por outro lado, havia a cultura de consumo, representada pela Jovem Guarda e baseada na cultura do rock cujos maiores representantes eram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. No meio do caminho entre essas duas correntes surgiu o Tropicalismo, movimento liderado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e inspirado no antropofagismo das vanguardas modernistas brasileiras dos anos 20. Por não se encaixar nem nos padrões estéticos da cultura engajada esquerdista nem no padrão de consumo industrial, o Tropicalismo teve curta duração. Já o cinema brasileiro desse período fez muito sucesso, inclusive internacional. O Cinema Novo sofreu influência da Nouvelle Vague francesa e se desenvolveu graças ao ambiente favorável da cultura engajada, promovendo uma visão crítica da situação política e social do Brasil. Após o golpe militar de 64, o Cinema Novo passou a refletir sobre o papel da própria esquerda, focalizando a classe média urbana. Nos anos 70, com a assimilação da contracultura, a cultura jovem se dividiu e se sofisticou com o rock progressivo, o heavy metal e a discoth que. Reagindo a essa tendência, surgiu o movimento punk, vinculado à juventude proletária das grandes cidades, que iria reciclar o rock, tocando-o de forma menos sofisticada. Os punks organizaram seus grupos musicais que eram contra o sistema industrial, vinculando-se a gravadoras independentes. Como reflexo da onda hippie dos anos 60, o movimento de contracultura no Brasil surgiu na década de 70, em um momento de intensa repressão pela ditadura militar. Era um movimento híbrido de contestação que misturava elementos da contracultura hippie com a cultura popular brasileira. Esse movimento era denominado de cultura marginal e foi difundida através de publicações alternativas com Pasquim, Bondinho, Rolling Stone entre outras. Na área cinematográfica, iniciou-se a produção de um cinema marginal que procurava revolucionar a linguagem através de um discurso fragmentado incorporando elementos de kich e absurdos. Nos aos 80, a cultura jovem passou a envolver movimentos pacifistas e ecologistas ao redor do mundo, denunciando os problemas envolvendo os países de terceiro mundo e o meio ambiente. Em contrapartida os avanços tecnológicos passaram a influenciar a música (pós-punk, hardcore trash metal, tecnopop entre outros) e o cinema (efeitos especiais). A formação de entidades ecológicas também envolveu a juventude brasileira, que inclusive participou do movimento das Diretas Já, lutando pelo processo de redemocratização. Na música, o rock nacional ganhou espaço tanto por meio de gravadoras quanto nos selos independentes. A cultura jovem dos anos 90 foi influenciada pela globalização, pelo avanço representado pela internet e foi marcada por grupos como cyberpunks e movimentos como o grunge. No Brasil, a juventude participou ativamente do movimento dos caras-pintadas pelo impeachment do presidente Collor. Foi também a época da expansão do hip hop e o surgimento do mangue beat. Os movimentos culturais da juventude se apresentaram ao longo da história das mais diversas formas e linguagens, porém, de um modo geral, mantinham um objetivo comum e universal, de romper com antigos costumes e imposições sociais, provocando discussão sobre assuntos considerados tabus e buscando a renovação e transformação da sociedade


Texto retirado do ebaH.
(O ebaH! é a primeira rede de relacionamentos acadêmicos do Brasil para a troca de informação e conhecimento.)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Processo Social.

A Sociologia constitui uma das ciências da sociedade, ao lado da Antropologia, da Ciência Política, da Economia, da Psicologia, da História, sem contar outros ramos científicos afins. Mas, o conhecimento científico da realidade social não é a única forma de conhecimento própria da tradição cultural das sociedades européias ocidentais modernas que, por sua vez buscaram muitas de suas descobertas nas tradições culturais de outras sociedades, de outras épocas. Porém, as condutas sistemáticas das ciências só puderam avanças depois da própria experiência de sua crítica, ou seja, depois que pensamos a nossa própria forma de pensar.
De qualquer forma, perceber, classificar, relacionar, interpretar e criticar fatos naturais e sociais é uma propriedade absolutamente humana. Diferente dos outros animais, agem por estímulos naturais e instintivos, o homem inventou relações sociais e formas de convívio social com regras de conduta e linguagens propriamente humanas, que são alteradas ao longo da história. Assim, o homem constrói práticas sociais e as reelabora, entre outras coisas, pela concepção particular que cada sociedade tem de suas invenções frente a outras sociedades. O homem de cada tempo e lugar produz e interpreta suas próprias invenções, suas relações sociais e linguagens, enfim, além de agir sobre sua realidade, busca compreender-se. Esta é uma conduta propriamente sociológica, nem sempre compreendida.

Como se vê, a Sociologia não se defronta apenas com o que vagamente se chama de “realidade”. Diversamente de outras ciências, ela lida ao mesmo tempo com as interpretações que são feitas sobre essa mesma “realidade” . o conhecimento cientifico da vida social não se baseia apenas no “fato”, mas na concepção do fato e na relação entre a concepção e o fato .

Ou seja, ao mesmo tempo em que constituiu práticas sociais (econômicas, políticas, sexuais, lingüisticas e tantas outras), cada sociedade formula interpretações sobre si e sobre sociedades diferentes da sua, de forma crítica. O conhecimento como característica de humanidade é a preocupação inicial do livro de Costa , como podemos ver pelos seguintes trechos:
Nas várias espécies de animais existentes sobre a Terra encontramos formas estabelecidas de relacionamento que nos fazem pensar na existência de regras que ordenam a vida comunitária. Percebemos facilmente que nos fazem pensar na existência de regras que ordenam a vida comunitária. Percebemos facilmente que os diversos animais se agrupam, convivem, se acasalam, sobrevivem e se reproduzem de forma mais ou mesmo ordenada, em função de suas potencialidades e do ambiente em que vivem.
A preservação da espécie e seu aprimoramento parecem ser o objetivo das suas formas de vida, convivência e sociedades. Assim, alguns animais têm um ciclo de vida que lhes permite a reprodução e a manutenção de sua sobrevivência e a de seus descendentes. Estabelecem para isso modos de vida mais ou menos complexos, como os sistemas de acasalamento, alojamento migração, defesa e alimentação. (...)
O homem também faz tudo isso, porém, acima dos limites naturais e de sua própria estrutura genética, é o único animal que necessita de aprendizado para uma série de atividades que lhe são próprias e que são orientadas por regras socialmente elaboradas e compartilhadas, tais como as regras sociais de reprodução biológica, regra de trabalho, de organização e administração da sociabilidade, entre outras.

(...) Assim, as crianças aprendem a comer, a beber e dormir em horários regulares; aprendem a brincar e a obedecer; mais tarde, aprenderão a trabalhar; comerciar; administrar; governar; (...)

Mas, além disso, desenvolverão a capacidade de criticar essas regras, de reelaborá-las, tanto pela insatisfação diante das condições sociais que as regras criam, como pela capacidade humana de repensar as concepções de existir vigentes. Assim, o homem pensa e reelabora suas ações e invenções sociais e também pensa sobre seus próprios pensamentos.

Portanto, para que um bebê humano se transforme em um homem propriamente dito, capaz de agir, viver e se reproduzir como tal, é necessário um longo aprendizado, pelo Qual as gerações mais velhas orientam e passam ás gerações subsequentes suas experiências adquiridas. Essa característica essencialmente humana só se tornou possível porque o homem tem a capacidade de criar sistemas de símbolos, como a linguagem através das quais dá significado às suas experiências vividas transmite a seus semelhantes.
Se, podemos detectar em outros animais certa capacidade de comunicação, nunca foi neles percebida a possibilidade de transmitir uma experiência particular.

Por exemplo, um cachorro não ensina outro a buscar o jornal, a fingir de morto, a “ficar de pé”. Da mesma forma, um elefante não ensina outro a correr em círculos nos circos, um macaco não ensina outro a saltar argolas, como também fazem os golfinhos amestrados em piscinas. Todos são apenas condicionados por estímulos artificiais que o homem opera em sua natureza.
Sem tais estímulos artificiais, ocorre que: As capacidades características dos animais se desenvolvem de maneira predominante instintiva e se transmite aos descendentes pela carga genética
O homem, por sua vez, deve transmitir por uma série ordenada de símbolos suas experiências e interpretações da realidade.
Transformar a experiência vivida em um discurso simbólico quer dizer que, ao agir e pensar, simultaneamente, o homem dá primazia à sua existência diante de outros homens, que o possam compreender com maior ou menor grau de afinidade. Assim, o homem não existe em uma dimensão puramente individual, mas, antes de tudo, existe em uma dimensão social, coletiva. Este é o sentido de dizer o homem é um ser social: o homem simboliza para os outros homens a sua existência. Voltaremos, mais adiante, a discutir as dimensões do individual e do coletivo na existência humana.
O homem, portanto, é capaz de simbolizar, de atribuir significado às coisas, de separar, agrupar, classificar o mundo que o cerca segundo determinadas características. Este é o cerne de sua capacidade simbólica e de sua humanidade. Inversamente, podemos dizer que a humanidade como característica supra-animal decorre da capacidade do homem de simbolizar.
A capacidade criadora e adaptativa do homem é, reconhecidamente, um traço universal. O conhecimento e a reelaboração do mundo se dá em todas as sociedades, porque em todas se apresentam desafios diante da natureza e diante da vida social, ou seja, em todas se colocam novos problemas. Entretanto, a maneira de resolver problemas não é a mesma, reiterando a mencionada capacidade criadora e recriadora do homem. As sociedades “escolhem” soluções diferenciadas para os desafios de sua existência. Daí, a heterogeneidade nas formas de reprodução social e cultural e as diferenças nas formas de processar a vida social.
(...) Quando os homens se colocaram novos problemas, surgiram novas elaborações tidas como mais adequadas; mais úteis às dificuldades enfrentadas. Assim, se por um lado, as culturas humanas tendem a ritualização e á repetição, amparadas na tradição e no aprendizado, elas apresentam também a possibilidade de mudança e adaptação. Podemos então concebê-las como processos.
Essa idéia de processo, baseada no vínculo existente entre as culturas humanas e as condições de vida de cada agrupamento humano, nos mostra que as diferenças entre as culturas não são de qualidade nem de nível: devem-se a circunstancias especificas que as cercam. (...) Isto quer dizer que as comparações que fazemos entre sociedades “mais desenvolvidas e menos desenvolvidas”, seja por diferenças tecnológicas, níveis de produção e de consumo, emprego da linguagem escrita ou outro atributo qualquer, não passam de pré-conceitos. Se certas sociedades não desenvolveram o alfabeto e a linguagem gráfica, é porque o modo de vida de tais indivíduos não lhes despertou tal necessidade, não porque sua capacidade mental fosse “inferior”. A capacidade simbólica e os padrões de todas as culturas humanas são igualmente abstratos, significativos e dão respostas úteis aos problemas de compreensão do mundo. É isto o que demonstram antropólogos nos dias de hoje, especialmente Claude Levi-Strauss , tornando impróprias as denominações “sociedades primitivas”, “atrasadas”, “arcaicas” quando nos referimos, por exemplo, ás sociedades nativas brasileiras. Devemos chamá-las pelos seus próprios nomes: Tupinambá, Guarani, Yanomami, Apinayé, Xavante, tal como apreciamos a nossa própria identidade social e cultural, seja qual for.
É evidente, então, que as hierarquias sociais estabelecidas entre as sociedades e mesmo no interior de uma única sociedade devem-se aos processos de Dominação que certas sociedades e grupos impõem a outros, gerando desigualdade social e cultural, que não é a mesma coisa que diversidade social e cultural .

As sociedades não apenas reproduzem suas culturas, mas as transformam, através de inovações e de reelaborações do que existia em suas experiências sensíveis, materiais e imateriais. As sociedades fazem mais do que a reprodução da cultura, fazem produção de novas experiências culturais. A partir daí, podemos perceber problemas centrais da Sociologia: estudar a dinâmica social e cultural, ou seja, estudar a natureza dos processos sociais e as mudanças que eles operam nas sociedades, algo muito diferente do estudo da nossa natureza dos processos sociais e as mudanças que eles operam nas sociedades, algo muito diferente do estudo da nossa natureza biológica e suas transformações.


Focalizar processos e mudanças sociais significa, em resumo, perguntar e responder: quem são os agrupamentos, as classes, os sujeitos ou agentes sociais da reprodução e da inovação cultural em uma determinada sociedade? Mais do que isto, a sociologia pergunta e tenta responder como os sujeitos sociais agem, porque age de uma certa forma e com quais interesses agem? Neste ponto, podemos perceber a importância da sociologia como prática de conhecimento das experiências sociais.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O positivismo

O Positivismo

1 Introdução: A Consolidação do Capitalismo e a Questão Social
A instalação da primeira sociedade constitucionalmente baseada em ideais liberais nos Estados Unidos da América em 1787 e a Revolução Burguesa na França de 1789 sinalizaram os fundamentos das sociedades burguesas; autonomia do Estado em face da Igreja e das corporações feudais, liberdade de organização política, divisão de poderes, representação política através de sufrágios universais, educação laica, apropriação livre das terras por meio de compra e venda, tributação racionalizada das atividades econômicas, incentivo à livre-empresa, dentre outros ideais já apontados, nasceram de processos de mudança na vida social. Emergiu uma nova divisão social do trabalho, isto é, uma especialização racionalizada das funções produtivas e administrativas, ampliou-se o uso de novas técnicas aplicadas à industrialização, expandiram-se as relações de trabalho impessoais e contratuais, as cidades passaram a concentrar a maior parte da população e, por fim, emergiu uma nova e extensa classe social, o proletariado urbano, submetido a condições de trabalho jamais conhecidas na história da humanidade, tendo em vista os níveis de exploração de sua força de trabalho e as condições miseráveis de existência que experimentava. Jornadas de trabalho de até 18 horas, salários aviltantes, utilização de mulheres e crianças com remuneração rebaixada, insegurança diante dos acidentes e mutilações no trabalho, moradias indignas e insalubres, doenças, migrações sucessivas, desemprego, prostituição, alcoolismo, altas taxas de mortalidade, tudo isso mostrava as outras faces das revoluções burguesas e industrial.

A burguesia criara uma nova experiência social e histórica cheia de contradições, que ela própria não podia controlar totalmente. Tudo isso gerou, também, uma série de conflitos e surtos revolucionários em que as classes trabalhadoras ocuparam o centro das iniciativas. No início do século XIX, as classes trabalhadoras reagiam já de forma bastante notável em inúmeras manifestações, que iam das revoltas espontâneas aos movimentos organizados. A burguesia, instalada no poder, passou a necessitar de novas formas de controle social. Não lhe interessava aprofundar mais as revoluções e sim controlar os processos sociais através de mudanças que atendessem a seus interesses. Dessa forma, não interessavam mais interpretações e teorias da sociedade que alimentassem rupturas na ordem social.

2 O nascimento do Positivismo: Henri Saint-Simon e Augusto Comte
A Revolução Industrial e as Revoluções Burguesas faziam parecer que as sociedades européias estavam desorganizadas e anárquicas. As classes dominantes, lideradas então pela burguesia, passam a reconhecer em um novo surto de idéias, denominado positivismo, a doutrina capaz de estabilizar a organização da sociedade.

O positivismo nasce com Claude Henri Saint-Simon (1760-1825), defensor do industrialismo, que acreditava ser possível elaborar uma ciência da sociedade que orientasse as elites na busca da ordem, da paz e do progresso, para conter os “ímpetos revolucionários” das classes trabalhadoras. Mas foi seu discípulo August Comte (1798-1857) quem sistematizou os princípios fundamentais do positivismo.

2.1 A teoria dos Três Estados
Partindo de uma lei geral do desenvolvimento das sociedades humanas dizia que existiam na história três estados: um teológico, outro metafísico e finalmente o estado positivo. Neste último a sociedade alcançava, enfim, possibilidades de equilíbrio e ausência de conflitos, através de um conjunto de crenças comuns, capaz de manter a ordem e o progresso. Como Saint-Simon, Comte defendia um progresso gradual na ordem social instalada, progresso que seria comandado pelos industriais e pelos cientistas do pensamento positivista. A Sociologia nasce desse esforço normativo e disciplinador da sociedade burguesa atravessada por contradições .
Novamente vamos retornar mais extensamente ao texto-base de Costa , indicado nos programas de Sociologia do Segundo Grau e dos vestibulares, incluindo outras observações e complementos de outros autores. A partir daqui, as notas de pé de página referem-se a autores complementares, sendo a maior parte do texto em grafia itálico retirada do texto-base.

2.2 O Cientificismo
O positivismo derivou do “cientificismo”, isto é, da crença no poder exclusivo e absoluto da razão humana em conhecer a realidade e traduzi-la sob a forma de leis naturais. Essas leis seriam a base da regulamentação da vida do homem, da natureza como um todo e do próprio universo. Seu conhecimento viria a substituir as explicações teológicas até então aceitas.
O positivismo reconhecia que os princípios reguladores do mundo físico e do mundo social diferiam quanto à sua essência: os primeiros diziam respeito a acontecimentos exteriores aos homens; os outros, a questões humanas. Entretanto, a crença na origem natural de ambos teve o poder de aproximá-los. Além disso, a rápida evolução dos conhecimentos das ciências naturais – física, química, biologia – e o visível sucesso de suas descobertas no incremento da produção material e no controle das forças da natureza atraíram os primeiros cientistas sociais para o seu método de investigação. Essa tentativa de derivar as ciências sociais das ciências físicas é patente nas obras dos primeiros a estudarem metodicamente a realidade social.

O próprio Comte deu inicialmente o nome de “física social” à sua análises da sociedade, antes de criar o termo “Sociologia”.


2.3 O Organicismo
Entretanto, não era apenas quanto ao método de investigação que essa filosofia social positivista se aproximava das ciências da natureza. A própria sociedade foi concebida como um organismo constituído de partes integradas e coesas que funcionavam harmonicamente, segundo um modelo físico ou mecânico. Por isso o positivismo foi chamado também de organicismo.

Podemos apontar, portanto, como primeiro princípio teórico dessa escola a tentativa de constituir seu objeto, pautar seus métodos e elaborar seus conceitos à luz das ciências naturais, procurando dessa maneira chegar à mesma objetividade e ao mesmo êxito nas formas de controle sobre os fenômenos estudados.

3 O Darwinismo Social
3.1 Introdução
É importante situar o desenvolvimento do pensamento positivista no contexto histórico de avanço do imperialismo europeu, no século XIX.
A conquista e dominação da África e Ásia pela Europa tinha como justificativa a “missão civilizadora” de países como a Inglaterra, França, Alemanha, Itália, que se apoderavam de regiões do mundo onde o modo de vida era totalmente diferente do capitalismo europeu. Deparou-se a Europa com civilizações organizadas sob princípios como o politeísmo, o poligamia, formas de poder tradicionais, economia agrária e artesanato doméstico. Transformar esse mundo conquistado em colônias que se submetessem aos valores capitalistas, capazes de responder positivamente à oferta de produtos industrializados e à necessidade de mão-de-obra assalariada, requeria uma empresa de grande envergadura. Dessa transformação dependiam a expansão e a sobrevivência do capitalismo industrial.
Foi intensa a atuação dos europeus sobre os demais continentes, no sentido de destruir suas formas tradicionais de vida e neles implantar os valores europeus. Como foi dito, essa nova forma de colonialismo se assentava na justificativa de que a Europa tinha, frente a essa sociedades, a obrigação mora de civilizá-las (o “fardo do homem civilizado”), subtraí-las ao atraso em que viviam. Nesse sentido, entendia-se que o ápice da humanidade, o mais alto grau de civilização a que o homem poderia chegar seria a sociedade industrial européia do século XIX.
Para essa forma de pensar muito contribuíram as idéias do cientista inglês Charles Darwin a respeito da evolução biológica das espécies animais. Para Darwin, os seres vivos se transformam continuamente tendo por finalidade seu aperfeiçoamento e a necessidade de garantir sua sobrevivência. Em conseqüência, os organismos tendem a se adaptar cada vez melhor ao ambiente, criando formas mais complexas e avançadas de existência que possibilitam, através de competição natural, a sobrevivência dos seres mais aptos e evoluídos.

3.2 Conceito
Tais idéias, transpostas para as análises da sociedade, fizeram surgir o darwinismo social, isto é, a crença de que as sociedades mudariam e evoluiriam num mesmo sentido e que tais transformações representariam sempre a passagem de um estágio inferior para outro superior, em que o organismo social se mostraria mais evoluído, mais adaptado e mais complexo. Esse tipo de mudança garantiria a sobrevivência dos organismos – sociedades e indivíduos – mais fortes e mais evoluídos.

Os primeiros cientistas sociais positivistas, combinando as concepções organicistas e evolucionistas inspiradas na perspectiva de Darwin, entendem que as sociedades tradicionais encontradas na África, Ásia, América e Oceania não eram senão “fosseis vivos”, exemplares de estágios anteriores “primitivos’, do passado da humanidade. Assim as sociedades mais simples e de tecnologia menos avançada deveriam dirigir-se naturalmente a níveis de maior complexidade e progresso na escala da evolução social até atingir o “topo”, isto é, a sociedade industrial européia.

Ordem e Progresso
Entretanto, apesar do otimismo positivista em relação ao caráter apto e evoluído da sociedade européia, o desenvolvimento industrial fazia emergir a todo momento novos conflitos sociais. Os empobrecidos e explorados, operários e camponeses, organizavam-se exigindo mudanças políticas e econômicas. Seriam essas reivindicações sinal de que a sociedade industrial não era tão adaptada e evoluída? A essa questão, os primeiros pensadores sociais positivistas responderam com as idéias de ordem e progresso.
Haveria, então, dois tipos característicos de movimentos na sociedade. Um levaria à evolução, transformando as sociedade segundo a lei universal da mais simples À mais complexa, da menos avançada à mais evoluída. Outro procuraria ajustar todos os indivíduos às condições estabelecidas que garantiam o melhor funcionamento da sociedade, o bem comum e os anseios da maioria da população. Esses dois movimentos revelariam a mudança de toda a sociedade em direção à ordem, isto é, integração e ajustamento dos elementos aos princípios reguladores do organismo social, e ao progresso, a transformação visando formas mais evoluídas de vida.
Os movimentos reivindicatórios deveriam ser contidos sempre que pusessem em risco a ordem estabelecida ou o funcionamento da sociedade, ou ainda quando inibissem o progresso, a passagem para estágios superiores de vida.
Augusto Comte identificou na sociedade esses dois movimentos vitais: chamou de dinâmico o que representava a passagem para formas mais complexas de existência, como a industrialização; e, de estático o responsável pela preservação dos elementos permanentes de toda organização social, isto é, as instituições que mantinham a coesão e garantiam o funcionamento da sociedade: família, religião, propriedade, linguagem, direito, etc. Comte relacionava os dois movimentos vitais de modo a privilegiar o estático sobre o dinâmico, a conservação sobre a mudança. Isso significava que, para ele, o progresso destinava-se a aperfeiçoar os elementos da ordem, e não destruí-la.

Assim, se justificava a intervenção sempre que fosse necessário assegurar a ordem ou elevá-la ao progresso. A existência da sociedade burguesa industrial era defendida tanto em face dos movimentos reivindicativos que aconteciam em próprio interior quanto em face da resistência das sociedades agrárias e pré-mercantis em aceitar o modelo europeu.

domingo, 14 de março de 2010

Os teoricos clássicos da Sociologia

Durkheim e os Fatos Sociais
Para o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), a sociedade prevalece sobre o indivíduo. A sociedade é, para esse autor, um conjunto de normas de ação, pensamento e sentimento que não existem apenas nas consciências dos indivíduos, mas que são construídas exteriormente, isto é, fora das consciências individuais. Em outras palavras, na vida em sociedade o homem defronta com regras de conduta que não foram diretamente criadas por ele, mas que existem e são aceitas na vida em sociedade, devendo ser seguidas por todos. Sem essas regras, a sociedade não existiria, e é por isso que os indivíduos devem obedecer a elas.
As leis são um bom exemplo do raciocínio de Durkheim. Em toda sociedade existem leis que organizam a vida em conjunto. O indivíduo isolado não cria leis nem pode modificá-las. São as gerações de homens que vão criando e reformulando coletivamente as leis. Essas leis são transmitidas para as gerações seguintes na forma de códigos, decretos, constituições, etc. Como indivíduos isolados, temos de aceitá-las, sob pena de sofrer castigos por violá-las.
Seguindo essas idéias, Durkheim afirmará que os fatos sociais, ou seja, o objeto de estudo da sociologia, são justamente essas regras e normas coletivas que orientam a vida dos indivíduos em sociedade. Tais fatos sociais são diferentes dos fatos estudados por outras ciências por terem origem na sociedade, e não na natureza (como nas ciências naturais) ou no indivíduo (como na psicologia).
Esses fatos sociais têm duas características básicas que permitirão sua identificação na realidade: são exteriores e coercitivos.
Exteriores, porque consistem em idéias, normas ou regras de conduta que não são criadas isoladamente pelos indivíduos, mas foram criadas pela coletividade e já existem fora de nós quando nascemos.
Coercitivos, porque essas idéias, normas e regras devem ser seguidas pelos membros da sociedade. Se isso não acontece, se alguém desobedece a elas, é punido, de alguma maneira, pelo resto do grupo.
É justamente a educação um dos exemplos preferidos por Durkheim para mostrar o que é um fato social. O indivíduo, segundo ele, não nasce sabendo previamente as normas de conduta necessárias para a vida em sociedade. Por isso toda sociedade tem de educar seus membros, fazendo com que aprendam as regras necessárias à organização da vida social. As gerações adultas transmitem às crianças e aos adolescentes aquilo que aprenderam ao longo de sua vida em sociedade. Com isso, o grupo social é perpetuado, apesar da morte dos indivíduos.
O que a criança aprende na escola? Idéias, sentimentos e hábitos que ela não possui quando nasce, mas que são essenciais para a vida em sociedade. A linguagem, por exemplo, é aprendida, em grande medida, na escola. Ninguém nasce conhecendo a língua de seu país. É necessário um aprendizado, que começa já nos primeiros dias de vida e se prolonga no decorrer dos muitos anos na escola, para que a criança consiga se comunicar de maneira adequada com seus semelhantes. Sem o aprendizado da linguagem, a criança não poderia participar da vida em sociedade.
Outro conceito importante para Durkheim é o de instituição. Para ele, uma instituição é um conjunto de normas e regras de vida que se consolidam fora dos indivíduos e que as gerações transmitem umas às outras. Há ainda muitos outros exemplos de instituições: a Igreja, o Exército, a família, etc.
Assim, para Durkheim é a sociedade, como coletividade, que organiza, normas e regras de ação que lhe são exteriores – ou seja, que não foram criadas por ele – e são coercitivas – limitam sua ação e prescreve punições para quem não obedecer aos limites sociais. As instituições socializam os indivíduos, fazem com que eles assimilem as regras e normas necessárias à vida em comum.
As idéias de Durkheim acerca da sociedade também irão levá-lo a propor um certo método para a sociologia. O método de uma ciência consiste no conjunto de regras que o pesquisador deve seguir para realizar, de maneira correta, suas pesquisas. Como Durkheim enfatiza o caráter exterior e coercitivo dos fatos sociais, ele colocará como regra básica de seu método que o pesquisador deve analisar os fatos sociais como se eles fossem coisas, isto é, como se fossem objetos que existem independentemente de nossas idéias e vontades. Com isso, Durkheim enfatiza a posição de neutralidade e objetividade que o pesquisador deve Ter em relação à sociedade: ele deve descrever a realidade social, sem deixar que suas idéias e opiniões interfiram na observação dos fatos sociais.
Weber e a Ação Social:
Enquanto para Durkheim a ênfase da análise recai na sociedade, para o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) a análise estará centrada nos atores e em suas ações.
Para Weber, a sociedade não seria algo exterior e superior aos indivíduos, como em Durkheim. Para ele, a sociedade pode ser compreendida a partir do conjunto das ações individuais reciprocamente referidas. Por isso, Weber define como objeto da sociologia a ação social. O que é uma ação social? Para Weber é qualquer ação que o indivíduo faz orientando-se pela ação de outros. Recordemos o exemplo já colocado do eleitor. Ele define seu voto orientando-se pela ação dos demais eleitores. Ou seja, temos a ação de um indivíduo, mas essa ação só é compreensível se percebemos que a escolha feita por ele tem como referência o conjunto dos demais eleitores.
Assim, Weber dirá, que toda vez que se estabelecer uma relação significativa, isto é, algum tipo de sentido entre várias ações sociais, terá então relações sociais. Só existe ação social quando o indivíduo tenta estabelecer algum tipo de comunicação, a partir de suas ações, com os demais.
Nem toda ação, desse ponto de vista, será social, mas apenas aquelas que impliquem alguma orientação significativa visando outros indivíduos. Weber dá um interessante exemplo. Imaginemos dois ciclistas que andam na mesma rodovia em sentidos opostos. O simples choque entre eles não é uma ação social. Mas a tentativa de se desviarem um do outro já pode ser considerada uma ação social, uma vez que o ato de desviar-se para um lado já indica para o outro a intenção de evitar o choque, esperando uma ação semelhante como resposta. Estabelece-se, assim, uma relação significativa entre ambos.
A partir dessa definição, Weber afirmará que podemos pensar em diferentes tipos de ação social, agrupando-as de acordo com o modo pelo qual os indivíduos orientam suas ações. Assim, ele estabelece quatro tipos de ação social:
1. Ação tradicional: aquela determinada por um costume ou um hábito arraigado.
2. Ação afetiva: aquela determinada por afetos ou estados sentimentais.
3. Racional com relação a valores: determinada pela crença consciente num valor considerado importante, independentemente do êxito desse valor na realidade.
4. Racional com relação a fins: determinada pelo cálculo racional que coloca fins e organiza os meios necessários.
Vejamos, com um exemplo, como essas diferentes categorias podem ajudar a compreendermos melhor as ações sociais.
Pensemos agora num consumidor que vai comprar um par de tênis numa loja. Sua ação é uma ação social, pois o ato de comprar alguma coisa é significativo. O indivíduo escolhe o objeto que irá comprar orientando-se pela ação de outros consumidores. O problema é como o consumidor orienta sua ação na compra do tênis.
Ele pode comprar o modelo de que mais goste, ou seja, aquele que, emocionalmente, é levado a escolher. Nesse caos, temos uma ação afetiva.
Sua escolha, porém, pode ser de outra natureza. Ele pode adquirir o tênis que tradicionalmente compra, que todos na sua família também estão acostumados a comprar. Então sua ação será tradicional.
Numa terceira possibilidade, ele pode comprar o tênis pelo valor que ele atribui a determinada marca. Aqui, ele toma a marca do tênis como o valor, independentemente de especulações acerca da utilidade ou do preço do artigo. Sua ação será, aqui, racional com relação a valores: a marca é vista como um valor absoluto que orienta sua ação.
E, finalmente, poderá comprar o tênis que estiver mais de acordo com o fim proposto. Se ele vai jogar vôlei, procurará o tênis mais adequado para esse esporte, considerando também o preço mais acessível. Aqui ele estará agindo racionalmente com respeito a fins.
A partir do exemplo, percebemos que a idéia de Weber é que as ações sociais poderão ser mais bem compreendidas a partir dos tipos de ação social criados por ele. E embora na realidade muitas vezes sejamos levados a escolher movido por interesses que remetem a vários desses tipos, no geral podemos definir qual a forma de orientação acaba sendo determinante. No caso do comprador de tênis, ele tanto pode ser levado a escolher uma marca pelo seu valor em si quanto pelo apelo emocional que a marca tem. Devem-se, pois, pensar as ações sociais como podendo ser enquadradas em um só tipo, ou na combinação de vários tipos.

Tanto na conceituação da ação social como na definição de seus diferentes tipos, podemos perceber que Weber não analisa as regras e normas sociais como exteriores aos indivíduos. Pelo contrário, as normas e regras sociais são o resultado do conjunto de ações individuais, sendo que os agentes escolhem, o tempo todo, diferentes formas de conduta. As idéias coletivas, como o Estado, o mercado econômico, as religiões, só existem porque muitos indivíduos orientam reciprocamente suas ações num determinado sentido. Estabelecem, dessa forma, relações sociais que têm de ser mantidas continuamente pelas ações individuais.
Conseqüentemente, a concepção de método em Weber também será diferente da de Durkheim. Weber enfatiza o papel ativo do pesquisador em face da sociedade. Os tipos de ação sociais propostos por Weber, por exemplo, são construções teóricas que servem para tornar compreensíveis certas ações dos agentes sociais. Outros pesquisadores podem construir tipos diferentes para explicar formas de ações sociais que não possam ser compreendidas pelos tipos propostos por Weber. As construções teóricas de cada cientista dependem, assim de escolhas pessoais que devem ser feitas visando aos aspectos da realidade que se quer explicar. Desse ponto de vista, portanto, não é possível uma neutralidade total do cientista em relação à sociedade.
Marx e as Classes Sociais:
O pensador alemão Karl Marx (1818-1883) também contribuiu para a discussão da relação entre indivíduo e sociedade. Diferentemente de Durkheim e Weber, considerava que não se pode pensar a relação indivíduo-sociedade separadamente das condições materiais em que essas relações materiais em que essas relações se apóiam. Para ele, as condições materiais de toda a sociedade condicionam as demais relações sociais. Em outras palavras, para viver, os homens têm de, inicialmente, transformar a natureza, ou seja, comer, construir abrigos, utensílios, etc., sem o que não poderiam existir como seres vivos. Por isso, o estudo de qualquer sociedade deveria partir justamente das relações sociais que os homens estabelecem entre si para utilizar os meios de produção e transformar a natureza. Essas relações sociais de produção são a base que condiciona todo o resto da sociedade. Para Marx, portanto, a produção é a raiz de toda a estrutura social. Na sociedade antiga, por exemplo, a relação social básica era a relação senhor-escravo. Não podemos, segundo Marx, entender a política ou a cultura dessa época sem primeiramente estudar essa relação básica que condicionava todo o resto da sociedade.
Mas o objetivo maior de Marx não era elaborar uma teoria geral sobre a sociedade, e sim estudar a sociedade de seu tempo – a sociedade capitalista. Segundo Marx, na sociedade capitalista as relações sociais de produção definem dois grandes grupos dentro da sociedade: de um lado, os capitalistas, que são aquelas pessoas que possuem os meios de produção (máquinas, ferramentas, capital, etc.) necessários para transformar a natureza e produzir mercadorias, do outro, os trabalhadores, também chamados, no seu conjunto, de proletariado, aqueles que nada possuem, a não ser o seu corpo e a sua disposição para trabalhar. A produção na sociedade capitalista só se realiza porque capitalistas e trabalhadores entram em relação. O capitalista paga ao trabalhador um salário para que trabalhe para ele e, no final da produção, fica com o lucro (nos próximos capítulos será discutido o conceito de mais-valia). Esse tipo de relação entre capitalista e trabalhadores leva à exploração do trabalhador pelo capitalista. Por isso, Marx considerava que havia um permanente conflito entre essas duas classes – conflito que não é possível resolver dentro da sociedade capitalista.
Assim, o conceito de classe em Marx estabelece um grupo de indivíduos que ocupam uma mesma posição nas relações de produção, em determinada sociedade. A classe a que pertencemos é que condiciona, de maneira decisiva, nossa atuação social. Lembremos nosso exemplo de greve: patrão e empregado eram amigos, mas no momento em que ocorre a greve, quando o conflito entre as classes se torna evidente, eles ficam em lados opostos, pois pertencem a classes diferentes e têm interesses diferentes. Nesse sentido, é principalmente a situação de classe que condiciona a existência do indivíduo e sua relação com o resto da sociedade. Podemos compartilhar idéias e comportamentos de indivíduos de outras classes, mas nos momentos de conflito, como nas greves, as diferenças irão aparecer de acordo com a classe a que pertencemos.
Em termos de método, Marx enfatiza que o pesquisador não deve se restringir à descrição da realidade social, mas deve também se ater à análise de como essa realidade se produz ao longo da história. Por exemplo, em relação às classes na sociedade capitalista não basta à descrição das duas classes sociais existentes – a capitalista e a dos trabalhadores -, mas é preciso mostrar a maneira como essas classes surgiram na história, como o conflito entre elas se mantém e quais as possibilidades de transformação dessas relações de classe no futuro. Mostrando as possibilidades de transformação da realidade social, o cientista social pode desempenhar um papel político revolucionário, ao tomar partido da classe trabalhadora. Por isso, em Marx, a ciência tem um papel político necessariamente crítico em relação à sociedade capitalista, devendo ser um instrumento não só de compreensão, mas também de transformação da realidade.
Através da exposição rápida dos conceitos desses três autores, podemos perceber que eles estavam tentando compreender a sociedade de sua época, e para isso elaboraram e utilizaram conceitos como os de fato social, ação social e classe social. De alguma maneira todos estavam interessados em pensar a relação entre indivíduo e sociedade no mundo moderno. As explicações a que chegaram, porém, são bastante diferentes dependendo do que é estabelecido como central: se o indivíduo, se a sociedade ou se a relação entre ambos.
Essas divergências entre as explicações indicam justamente complexidade dos problemas colocados pelas novas condições de vida do mundo moderno e as diferentes possibilidades de interpretação dessas novas condições. Até hoje a sociologia trabalha a partir dos conceitos elaborados anteriormente, assim como com muitos outros conceitos e teorias posteriores. O debate entre as diferentes teorias, portanto, é característico do pensamento sociológico. Sem esse debate, nossa compreensão da sociedade seria mais limitada.
A partir dos conceitos sociológicos vistos anteriormente, podemos abordar de uma nova maneira as situações e os problemas da vida cotidiana. Trabalhando com esses conceitos, não mais estaremos no campo do senso comum, mas no da ciência.
Bibliografia TOMAZI, Nelson Dácio – Iniciação à Sociologia – 4ª ed. – São Paulo, Atual, 1994.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pequena historia das Ciências Sociais.

Pequena História das Ciências Sociais

Durante milhares de anos os homens vêm refletindo sobre os grupos e as sociedades em que vivem, procurando compreendê-los.

As primeiras tentativas de compreender as forças sociais não tiveram êxito. Tais tentativas baseavam-se mais na imaginação, na fantasia, na especulação, do que na investigação científica dos fenômenos. Recordariam, por exemplo, a deuses e heróis para explicar certos fenômenos sociais. Assim, para os gregos, Zeus, senhor dos homens e dos deuses, era o deus justiceiro e bom, que mantinha a ordem no mundo moral e físico. Hera, esposa de Zeus, protegia o casamento e era a divindade tutelar da vida familiar.

Ainda na Antigüidade, durante a Idade Média e até o início da Idade Moderna, as tentativas de explicação da sociedade foram muito influenciadas pela filosofia e pela religião, as quais propunham normas para melhorar a sociedade de acordo com seus princípios.

Essas primeiras tentativas de estudos sistemáticos sobre a sociedade humana começaram com os filósofos gregos Platão (427-347 a.C. ), em seu livro República, e Aristóteles (384-322 a.C.), com a obra Política. É de Aristóteles a afirmação de que “o homem nasce para viver em sociedade”.

Na Idade Média, como acontecia na Antigüidade, os filósofos continuaram a descrever a sociedade em que viviam e a propor normas para que o homem vivesse numa sociedade ideal. Santo Agostinho, por exemplo, na sua obra A cidade de Deus, achava que os homens viviam na cidade onde reinava o pecado. Propunha então normas para se viver numa cidade onde não houvesse pecado. Obras como essa descreviam a sociedade humana de uma perspectiva religiosa muito acentuada.

Com o Renascimento, começaram a surgir autores que trataram os fenômenos sociais num nível mais realista. Assim, escreveram sobre a sociedade de sua época: Maquiavel, em O príncipe; Tomás Morus, em Utopia; Tomaso Campanella, em Cidade do Sol; Francis Bacon, em Nova Atlântida.

Mais tarde, outras obras importantes, fruto da reflexão sobre a sociedade, deram grande contribuição ao desenvolvimento das Ciências Sociais. Entre elas, destacam-se O elogia da loucura, de Erasmo de Roterdã, e O Leviatã, de Tomás Hobbes.

Já no século XVIII, um avanço importante para a análise mais realista da sociedade foi a contribuição de Giambattista Vico, com sua obra A nova ciência. Nela, Vico afirma que a sociedade se subordinada a leis definidas, que podem ser descobertas pelo estudo e pela observação objetiva. Sua formulação “O mundo social é, com toda certeza. Obra do homem” foi um conceito totalmente revolucionário para a época. Alguns anos depois, Jean-Jacques Rousseau reconheceu a decisiva influência da sociedade sobre o indivíduo: em O contrato social, ele afirma que “o homem nasce puro e a sociedade é que o corrompe”.

Contudo, foi no século XIX – com Augusto Comte, Herbert Spencer, Gabriel Tarde e, principalmente, Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx – que a investigação dos fenômenos sociais ganhou um caráter verdadeiramente científico.

Bibliografia: OLIVEIRA,Pérsio Santos. Introdução à Sociologia. 25ª edição, São Paulo. Editora Ática, 2004.

Plano de ensino e calendário de atividade

Plano de Ensino
CURSO:
Publicidade e Propaganda
CÓDIGO:

DISCIPLINA:
Sociologia
CÓDIGO:

PERÍODO:

CARGA HORÁRIA:
68
SEMESTRE / ANO:
1º / 2010
CRÉDITOS:

PROFESSOR:
Kátia Ivo.
TITULAÇÃO:
Especialista.
EMENTA
Princípios e conceitos básicos da Sociologia. Compreender o homem com um animal social e cultural. Observação, análise e posicionamento diante da realidade social de forma crítica e transformadora. Compreender a dimensão simbólica da sociedade.
JUSTIFICATIVA DA DISCIPLINA
A abordagem sociológica no 1º período do curso de Publicidade e propaganda possibilita ao aluno a percepção da comunicação social como uma atividade humana transformadora, além da compreensão crítica da realidade, refletindo no desempenho de suas funções profissionais.
OBJETIVOS
Geral
Ao final do curo o aluno devera ser capaz de compreender a Sociologia, como conhecimento científico que através de seus métodos, técnicas de investigações, analisa as relações sociais e propõe mudança para uma sociedade mais justa e, portanto, possibilita ao aluno uma atuação profissional mais consciente e crítica no atual mercado de trabalho.

Específicos
Ao longo do semestre, o aluno devera ser capaz de através do estudo da Sociologia compreender como se dá o processo de socialização do indivíduo, além de analisar as relações sociais e entendê-las como produto cultural e resultado de ações sociais.

Competências e Habilidades Desenvolvidas
· Analisar criticamente as relações sociais e de produção;
· Mapear os fatores que podem se tornar relevantes na construção de uma sociedade mais justa;
· Propor alternativas éticas para a relação à publicidade e propaganda.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
I. Princípios básicos da Sociologia:
Surgimento da Sociologia.
O Positivismo.
Teóricos da Sociologia: Durkheim, Weber, Marx.
O que estuda a Sociologia.

II. Ideologia, cultura e Sociedade.
Conceito de cultura.
Cultura popular, erudita e de massa.
Conceito de Ideologia.
Relação entre cultura e ideologia.
Movimentos culturais.

III. Fundamentos econômicos da sociedade:
Modo de Produção.
Desenvolvimento do capitalismo.
Globalização.
O Brasil na sociedade globalizada.

METODOLOGIA DE ENSINO
Apresentação do conteúdo programático por meio de aulas expositivas, com incentivo a discussões e à busca de soluções para problemas práticos e teóricos propostos em sala de aula. Indicação de leituras gerais e específicas, promoção de trabalhos e seminários sobre temas do programa.

RECURSOS DE ENSINO
· Quadro branco
· Retroprojetor
· Datashow
· Vídeo e televisão
· Aparelho de som.

Produção da disciplina
Ao final da disciplina o aluno deverá ter produzido:
Um documentário e uma resenha crítica, sobre “Publicidade, propaganda e globalização”.

ARTICULAÇÃO COM OUTRAS DISCIPLINAS E ATIVIDADES ACADÊMICAS DO CURSO
A Sociologia está intimamente articulada com diversas disciplinas do curso, mas, principalmente com Língua Portuguesa por fornecer elementos de leitura e compreensão do texto; Filosofia por se tratar de uma forma de conhecimento capaz de fundamentar o pensamento social; Psicologia Geral por abordar vínculos sociais e comportamento social; Economia por se tratar de uma ciência moderna tal qual a sociologia e, portanto oferecer fundamentos para uma abordagem sociológica; Direito Público e Privado, por informar sobre as leis que regem a sociedade; Cultura Organizacional, por lançar mão de teorias sociológicas e antropológicas para compor suas conclusões; Ciência Política, por possibilitar a análise dos discursos e práticas políticas que permeiam as relações sociais.
Não tenho a grade!!!!!!
Ações de nivelamento
Aulas expositivas com objetivo de compreensão do processo histórico da sociedade capitalista Industrial.
Leituras compartilhadas.
Produção de texto.
Apresentações orais.


ações de recuperações paralelas
Avaliação escrita.
Ações interdisciplinares
Será determinada.
A produção de um documentário e uma resenha critica é uma produção interdisciplinar uma vez que permite a articulação de conhecimento das novas tecnologias, matemática, português, metodologia científica, teoria da administração etc.
FORMAS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Formas de Avaliação
A avaliação será bimestral e nas datas previstas em calendário e feitas da seguinte forma:
· Uma prova, valendo 7,0 pontos, com o conteúdo do bimestre;
· Um trabalho em grupo, apresentado de forma interdisciplinar, valendo 2,0 pontos, sobre tema a ser definido pelo professor;
· Exercícios e/ou atividades extracurriculares sobre qualquer dos assuntos estudados ao longo do bimestre, valendo 1,0 pontos

A Nota Final (NF) do bimestre será formada pelo somatório das notas obtidas em cada avaliação


(Prova + Trabalho + Exercício).

Para aprovação na disciplina, o aluno terá que obter nota final igual ou superior a 7,0 (sete) nas duas avalições bimestrais.

Neste caso, a Média Final da disciplina no semestre, será calculada da seguinte forma:

- A Média Final (MF) do semestre para aprovação, corresponderá à média das duas avaliações do período, ou seja, MF = ( A1 + (A2x2) ) ≥ 7,0 (Sete) para que o aluno seja aprovado.
3
- Será atribuída nota 0 (zero) ao aluno que deixar de submeter-se a qualquer das verificações acima descrita, nas datas previstas ou imprevistas, bem como ao que nela utilizar-se de meio fraudulento detectado, seja quando da realização da ação irregular ou através da sua comprovação a posteriori.

- Independentemente do Exame Final (EF), estará aprovado o aluno que obtiver na média ponderada dos resultados das avaliações acima previstas, conforme estabelecido no Regimento Escolar e constante do plano de curso de cada disciplina, nota maior ou igual a 7,0 (sete).


EXAME FINAL
- Poderá ser submetido ao Exame Final (EF), apenas o aluno que não tiver obtido média inferior a 2,0 (dois), após a apuração dos resultados de todas as avaliações realizadas no período.

- Os alunos que obtiverem média nas duas avaliações semestrais inferior a 7,0 (sete), porém maior que 2,0, terão direito a se submeter ao Exame Final (EF) = (A3), cujo teor irá contemplar todo o conteúdo ministrado no semestre.

Neste caso, para aprovação no EF, a nota deverá ser igual ou superior a 7,0 (sete).

BIBLIOGRAFIA
Bibliografia Básica
ARON. Raymond. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes. 2003.
BOTTOMORE, T. R. Introdução á Sociologia. São Paulo : LTC. 2004.
BOURDIEU. Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva.2005.
DURKHEIM. Emile. As regras do método sociológico. São Paulo: Editora Martin Claret. 2002.
WEBER,MAX. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo. Pioneira Thomson Learning. 2001.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico.14 ed. Rio de Janeiro.Jorge zahar Ed., 2001.

Bibliografia Complementar
HUBERMAN, Leo. Historia da riqueza do homem. 21ª edição revista. São Paulo.LTC. 2002.
IANNI, Octávio. A Era do Globalismo.Rio de Janeiro.Editora Recorde.1996.
TOMAZI, Nelson Dacio. Iniciação á Sociologia. 2ª edição, São Paulo. Atual, 2000.


Periódicos, Internet e Outras Referências
Site: www.fundamentosdesociologia.com.br .
Revistas: Mente cérebro. Edição especial nº22. Scientific American editora.
Sociologia Ciência e Vida. Números de 1 a 27. Editora Escala.


CRONOGRAMA ou planejamento DE AULA
AULA
DATA
TEMA / TÍTULO
CONTEÚDO
01
03/68
11/03

Apresentação do plano de ensino.
Plano de ensino
02
06/68
18/03
Pequena história das ciências Sociais.
Etapas do pensamento Sociológico.
03
09/68
25/03
Os teóricos clássicos da Sociologia
O pensamento de Durkheim, Weber e Marx.
04
12/68
01/04
O Positivismo.
O Positivismo.
05
15/68

08/04

A Sociologia como ciência.

O que estuda a Sociologia.
Apresentar trabalho: O positivismo; Durkheim, Weber; Marx.
06
18/68
15/04
Estudo dirigido. A1
Etapas do pensamento Sociológico.
O pensamento de Durkheim, Weber e Marx.
O Positivismo.
O que estuda a Sociologia.
07
21/68
22/04
Conceito de Cultura.
Conceito de Ideologia.
Conceito de Cultura.
Conceito de Ideologia.
08
24/68
29/04
Relação cultura e Ideologia.
Relação cultura e Ideologia.
09
27/68
06/05
Movimentos culturais,
Diversidade e dinâmica.
10
30/68
13/05
Modo de produção
Estrutura e organização social.
11
33/68
20/05
Desenvolvimento do capitalismo.
Mercantilismo; Industrial; financeiro.
12
36/68
27/05
Cooperação e conflito na sociedade global.

O fim da Guerra Fria e a reorganização do mundo.
Diretrizes do Consenso de Washington.

13
39/68
03/06*
Entrega do trabalho escrito.
Conseqüências econômicas da globalização.
Conseqüências sociais da globalização.
Conseqüências ambientais da globalização.

14
42/68
07/06*
Entrega do trabalho escrito corrigido.

Conseqüências econômicas da globalização.
Conseqüências sociais da globalização.
Conseqüências ambientais da globalização.

15
45/68
10/06
Apresentar trabalho
Conseqüências econômicas da globalização.
Conseqüências sociais da globalização.
Conseqüências ambientais da globalização.

16
48/68
14/06*
Entrega da resenha.
Publicidade, propaganda e globalização.
17
51/68
17/06
O Brasil na sociedade globalizada.

O Brasil na sociedade globalizada.

18
48/68
21/06*
Entrega da resenha corrigido.
Administração na sociedade globalizada.
19
54/68
24/06
Revisão do conteúdo.
Estudo dirigido
Modo de produção, desenvolvimento do capitalismo, globalização,o Brasil na sociedade global.
20
57/68
28/06*
Pesquisa para resposta do estudo dirigido.
Modo de produção, desenvolvimento do capitalismo, globalização,o Brasil na sociedade global.
21
60/68
01/07
Correção do estudo dirigido. A2
Modo de produção, desenvolvimento do capitalismo, globalização,o Brasil na sociedade global.
22
63/68
05/07*
Entrega da recuperação paralela.Resultado
Modo de produção, desenvolvimento do capitalismo,
globalização, cenário internacional, o Brasil na sociedade global.
23
66/68
08/07
Estudo dirigido.

Modo de produção, desenvolvimento do capitalismo, globalização, o Brasil na sociedade global.
24
69/68
15/07
Correção do estudo dirigido.
Avaliação final.
Modo de produção, desenvolvimento do capitalismo, globalização,o Brasil na sociedade global.